HISTÓRICO

Para entender o que é ‘Comercio Justo e Solidário’ temos que voltar na história e explorar as antigas relações de intercâmbio de séculos passados, quando era praticada a troca ou outros meios de aquisição de objetos e bens.

Com o tempo, entretanto, são as relações e termos destas trocas que foram regredindo, ou melhor, ficando desequilibradas em algumas situações.

Seguindo na história, durante a colonização, os países europeus extraiam as matérias-primas de suas colônias, escravizando e explorando as comunidades desses territórios.

Também praticavam o tráfico de seres humanos, levando milhões de pessoas de outros países para trabalharem em péssimas condições nestas terras conquistadas.Foi só depois de alguns séculos que surgiram, dentro dos países europeus, os primeiros movimentos e ações concretas contra as injustiças produzidas pelas relações de comércio internacional.

Nas décadas de 1940 e 1950, são conhecidas as primeiras ações concretas de que se tem registro, na busca de soluções para os desequilíbrios no comércio, ligadas a entidades religiosas em missões nos países do então chamado “Terceiro Mundo”.

Estes grupos religiosos começaram adquirir objetos de artesanato, produzidos nas comunidades que assistiam, para ajudar-lhes a gerar renda própria.

Inicialmente, os itens eram vendidos em feirinhas organizadas pelas igrejas; aos poucos, foram surgindo pontos de venda e depois lojas, primeiro, dentro das próprias dependências e depois, nas ruas, mas sempre tocadas por pessoas ligadas à instituição.

Desde o início da década de 1970, existiam iniciativas de comprar produtos agrícolas diretamente dos produtores. Na Holanda, a “Fair Trade Organisatie” importou o primeiro café comercializado no sistema considerado ‘justo’ (“fairly traded”), de cooperativas de pequenos agricultores da Guatemala.

Na Suíça, surgiu a “Gebana” (de “gerechte Banane” ou “banana justa”) em 1978 e os supermercados já começaram a abrir espaço nos supermercados para este tipo de produto.

O movimento recebeu um novo impulso em meados da década de 1980. Pequenos produtores de café do México reclamavam que queriam comércio e não ajuda (TRADE not AID). Um missionário que trabalhava com estes agricultores e um funcionário de uma ONG com base religiosa tiveram uma ideia: criar um selo, para identificar o produto com origem e princípios de ‘Comércio Justo’.

A partir deste episódio, uma entidade holandesa desenvolveu toda uma estratégia de apoio e comercialização, que culminou com a criação de uma marca de produto: Max Havelaar, lançada em 1988. Assim, foi possível ir além do circuito restrito das “world shops” e entrar no varejo tradicional.

Este modelo serviu de referência para iniciativas em outros países na criação de selos que visam destacar no mercado os produtos originários do comércio justo e solidário.

Apesar da preocupação com a melhor remuneração dos produtores, o mercado de comércio justo continua a comprar, com raras exceções, somente a matéria-prima dos países produtores. Em seguida, empresas especializadas nos países de destino irão tratar, processar, misturar ou simplesmente embalar estes insumos, para logo serem comercializados.

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