Entidade de São Bernardo do Campo desenvolve selo para a Economia Solidária

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Reprodução de matéria publicada no jornal Repórter Diário, de Santo André (SP). O texto traz também entrevista com Ariel Fassolari, assessor da Unisol Brasil que está organizando as atividades da ECOUNI. 

A Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários), sediada em São Bernardo, trabalha no desenvolvimento de um selo de qualidade chamado Ecouni para beneficiar emprendimentos ligados ao setor da economia solidária, principalmente aqueles relacionados à agricultura familiar. A entidade representa cooperativas e associações dos mais variados setores como reciclagem, agricultura familiar, confeccção e têxtil, artesanato, apicultura, entre outros.

O selo terá a finalidade de certificar que os produtos comercializados por determinada cooperativa de trabalho ou associação atendem plenamente critérios de sustentabilidade exigidos por órgãos governamentais ou privados com atuação nacional ou internacional. O assessor técnico da Unisol, Ariel Fassolari, explica que a agricultura familiar está no foco principal do projeto porque o segmento é carente de uma certificação que agregue valor à produção.

"Queremos um selo que se ajuste aos princípios de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Quando se fala em agricultura, no Brasil só existe o selo orgânico", comenta. Este selo, segundo Fassolari, não é uma forma plenamente satisfatória de promover a economia solidária, pois dá visibilidade apenas ao "atravessador", ou seja, aquele que utilizará o produto comprado da agricultura familiar para desenvolver o produto final ou comercializá-lo no mercado consumidor. "Hoje, com o selo orgânico, por exemplo, o único ganho dos produtores é o pagamento à vista ou antecipado, mas o ganho real fica com o atravessador", explica.

O processo de desenvolvimento desse selo não é fácil, de acordo com o assessor técnico. "O envolvimento dos empreendimentos é essencial para a formalização dos critérios que definirão quais iniciativas poderão recebê-lo". O que está estipulado, segundo Fassolari, é que os interessados deverão cumprir requisitos em autogestão, gestão democrática, condições justas de trabalho sem qualquer vínculo com escravidão ou exploração infantil, participação equitativa das mulheres no processo produtivo, ampliação do uso de produtos biodegradáveis, entre outros.

"Dependendo da cadeia de produtos trabalhada, serão desenvolvidos critérios mais específicos, como o cacau, o açúcar e o café, que possuem meios próprios de produção. Então a marca ainda está tomando sua forma final", esclarece Fassolari.

Os critérios de certificação do selo deverão, ainda, acompanhar os patamares internacionais, visando um diálogo mais próximo com selos estrangeiros. "Uma empresa italiana já está entrando no processo de certificação, enquanto aqui mesmo, no Brasil, o Inmetro também dá sua contribuição", diz o assessor.

Ariel Fassolari acredita que há grande demanda do público por produtos que se adequem às necessidades sociais de inclusão e sustentabilidade, mas poucos sabem que a economia solidária visa, justamente, atingir esses objetivos sem deixar de prover meios de vida para os indivíduos. "É por conta dessa dificuldade que o selo surge. O Econuni será uma ponte entre os produtos de economia solidária e os consumidores, pois eles já estão sendo comercializados. O mel produzido pelas cooperativas, por exemplo, está concorrendo no mercado com produtos da indústria, mas poucos sabem".

Edital

A assessoria da Unisol reitera que neste mês foi lançado o edital do Programa Ecouni Inova, projeto desenvolvido pela entidade em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para realizar consultorias técnicas a empreendedores de economia solidária. As consultorias se voltarão à inovação dos processos de produção e gestão, desenvolvendo a introdução de novos elementos e instrumentos, para assim promover custos menores e melhores benefícios aos produtores e compradores. As inscrições se encerram em 30 de maio. Confira no endereço (copie e cole no navegador) promover custos menores e melhores benefícios aos produtores e compradores.

 

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